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SINSPEB denuncia fragilidade e superlotação no CPJ de Jequié
Outro fato que fragiliza a segurança da unidade é a falta de um sistema de monitoramento
Marcos Cansussu Jequié - BA
Postada em 27/03/2018 ás 18h26 - atualizada em 28/03/2018 ás 11h12
SINSPEB denuncia fragilidade e superlotação no CPJ de Jequié

Conjunto Penal de Jequié

A falta de segurança e fragilidade é um problema que preocupa os Servidores Penitenciários do Conjunto Penal de Jequié (CPJ), cidade situada no sudoeste da Bahia. A população carcerária está muito acima da capacidade, à unidade tem capacidade para receber 386 presos, mas atualmente mantém 694 internos, ou seja, quase o dobro da sua capacidade. A vigilância perimetral realizada nas guaritas e muralhas pela Polícia Militar (PM-BA) é insuficiente e ineficaz, visto que, das (13) guaritas existentes, apenas (3) estão sendo guarnecidas por prepostos da PM-BA. Atualmente são (7) sete policiais em média  por plantão de 24h, este número não é suficiente  para cobrir as guaritas, muito menos fazer a segurança perimetral como um todo. Vale salientar, que a responsabilidade pela vigilância perimetral das Unidades Prisionais baianas é exclusiva da PM-BA.
 Outro fato que fragiliza a segurança da unidade é a falta de um sistema de monitoramento por câmeras à disposição dos Agentes Penitenciários. Este é um equipamento indispensável para o trabalho da equipe de segurança, sem ele não há como monitorar a rotina nos pavilhões, dependências internas, bem como do seu perímetro externo. 
O número de Agentes está muito aquém do recomendado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que é de (1) Agente para cada grupo de (5) presos. No Conjunto Penal de Jequié, o efetivo de plantão não passa de (18) Agentes por plantão de 24 horas, quando o recomendado pelo CNPCP seria (130), sendo que deste  total existente hoje, uma parte atua para garantir as assistências  ao preso garantidas pela Lei de Execuções Penais (LEP), a exemplo de: assistência médica, odontológica, social, jurídica, educacional dentre outras. Com isso, cada módulo é vigiado por apenas dois Agentes, o CPJ é  composto por (6) seis módulos masculino e (1) um feminino, desta forma,  fica  humanamente impossível manter a segurança neste estabelecimento penal, haja vista que, a população carcerária nestes módulos chega a abrigar em média cerca de (150) apenados.


O Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia (SINSPEB), destaca que é humanamente impossível fiscalizar uma unidade superlotada com um número de Servidores Penitenciários tão reduzido, sem armamento institucional, equipamentos para contenção de distúrbios, de proteção individual e  sem segurança nas guaritas e passarelas.
O abandono e superlotação da unidade prisional fortalecem as facções criminosas e põe em risco a segurança dos Servidores Penitenciários e da população da cidade de Jequié e circunvizinhas. No final do ano passado, um ex-interno voltou para unidade levando duas armas de fogo, uma pistola e um 38. A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), não toma nenhuma providência no sentido de resolver os problemas de superlotação nas unidades do Estado, e as más condições estruturais das mesmas facilitam o crescimento de facções criminosas, organizações que comandam o crime dentro e fora das unidades prisionais.
Unidades prisionais com superlotação e falta de efetivo de Agentes Penitenciários plantonistas são uma ‘bomba-relógio’, uma situação prestes a explodir em forma de motins, rebeliões, fuga em massa (vide últimos acontecimentos no Estado de Goiás).
 O SINSPEB vem expondo o problema à SEAP, aos órgãos fiscalizadores, e nenhuma providência foi adotada desde então para solucionar o problema da insegurança nas unidades prisionais baianas.
 Será que o Secretário da pasta e o governador do Estado têm conhecimento da real situação das unidades ou os seus assessores estão maquiando a situação caótica em que elas se encontram??? Com a palavra, os oficiais da PM-BA que estão à frente Superintendência de Gestão Prisional da SEAP.      


 

FONTE: Ascom – SINSPEB
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SENHOR X Jequié - BA 27/03/2018

No Conjunto Penal de Jequié, assim como nas demais unidades prisionais da Bahia, há uma verdadeira inversão da ordem: quem dita as regras e a "disciplina" são os criminosos. Os agentes são apenas mais umas das milhares vítimas da organização criminosa que assola a Bahia e o País. Os agentes estão reféns dos criminosos que comandam o presídio, notadamente do bandido de vulgo REAL e o seu rival Paulo TG. AGENTES PENITENCIÁRIOS vivem sob as constantes ameaças dos criminosos.

Lei e Ordem Jequié - BA 27/03/2018

Tem de armar e preparar os agentes penitenciários para combater o crime e os criminosos dentro das unidades prisionais ou então colocar uma tropa de choque 24 horas dentro dos presídios para coibir as práticas criminosas. Bandido só respeito tiros, bombas.

Eu Sei Como Funciona Jequié - BA 28/03/2018

Tá de sacanagem??? Quando o presídio tinha 1200 reclusos é um número menor de PM ninguém dizia nada, porque?

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