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EDUCAÇÃO
APLB contesta indicação política dos gestores escolares em Jequié
Sistema clientelista e meritocrata
Marcos Cansussu Jequié - BA
Postada em 24/01/2017 ás 19h03
APLB contesta indicação política dos gestores escolares em Jequié

Caroline Moraes - Presidente APLB

O processo de indicação por políticos ainda acontece muito na educação municipal, na Rede Estadual de Ensino da Bahia avançou nessa situação há mais ou menos dez anos, implantando a eleição para gestores escolares de forma direta. Em alguns municípios, o diretor escolar pode ser visto pela administração municipal ou por políticos do município como um representante do poder municipal. É uma tradição clientelista, uma visão patrimonialista, da política miúda, mas que é comum e faz com que o diretor seja indicado não necessariamente com critérios técnicos. Em Jequié, ainda temos muito que avançar para que a gestão democrática da educação municipal passe a ser incorporada na prática social da escola, pois é irrefutável sua necessidade para a melhoria da qualidade do ensino e isso se justifica quando verificamos a importância de uma educação comprometida com a formação humana, para a cidadania e que forme homens e mulheres com poder de decisão e aptos para participar na sociedade. No dia 05 de janeiro, a Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Educação publicou a seguinte nota na página oficial da SME: “O Prefeito Municipal de Jequié, Sérgio da Gameleira e o Secretário Municipal de Educação, Roberto Gondim, comunicam que o preenchimento dos cargos de diretores (as) das escolas do município serão ocupados por servidores efetivos do quadro do magistério. Com essa postura, o chefe do executivo municipal atende ao anseio da categoria, inicia uma gestão aberta ao diálogo e com atitudes consideradas positivas. ” Com essa nota, a APLB Sindicato de Jequié vislumbrou que mesmo sendo através da indicação política o provimento do cargo de Diretor Geral das Escolas Municipais teria um avanço e que iria iniciar uma prática de valorização dos profissionais educação municipal do quadro efetivo no sentido deles ocuparem a função do gestor escolar, sem ter os vícios das alternativas de provimento. Na data de 23 de janeiro foram publicadas no Diário Oficial do Município de Jequié algumas nomeações para os Cargos de Diretor Escolar, sendo que entre essas nomeações, foi possível detectar as de três profissionais que não pertencem ao quadro efetivo do magistério municipal para as seguintes escolas: Centro Educacional Landulfo Caribé (Decreto 17.813/2017 – Distrito de Florestal); Escola Municipal Mauro de Almeida (Decreto 17.819/2017 – Distrito de Oriente Novo) e para a Escola Municipal Agnelo Teles (Decreto 17.838/2017 – Distrito da Barragem de Pedras). Pelo o que se vê a indicação política ainda permanece forte porque existe uma resistência no Governo Municipal em democratizar o processo da política escolar e educacional, essa afirmação é devida as nomeações de Vice-Diretores contemplarem pessoas de fora do quadro efetivo do magistério municipal e parece que a regra dos diretores gerais serem do quadro efetivo não se estendeu aos distritos pertencentes a Jequié. Diante dessa situação fica a seguinte indagação: Será que a defesa do princípio da “meritocracia” está se sobrepondo com mais influência no governo em detrimento ao princípio do “diálogo e das atitudes consideradas positivas. ”? Crédito: Caroline Moraes


FONTE: APLB
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